Trump defende política de preços de medicamentos e reforça combate a fraudes no Estado da União
No primeiro discurso sobre o Estado da União de seu segundo mandato, o presidente Donald Trump destacou avanços econômicos e defendeu suas políticas de saúde, apesar de pesquisas indicarem que a maioria dos americanos percebe aumento nos custos médicos.
Trump afirmou ter reduzido os preços dos medicamentos por meio da política de “nação mais favorecida” (NMF) e pediu ao Congresso que transforme a medida em lei. A proposta, no entanto, enfrenta resistência entre republicanos e oposição da indústria farmacêutica, incluindo a PhRMA, que argumenta que a regra pode prejudicar a competitividade do setor sem resolver falhas das seguradoras.
O presidente também promoveu o site TrumpRx, ferramenta que exibe preços reduzidos para medicamentos pagos em dinheiro, embora análises apontem que muitos desses remédios já possuem versões genéricas mais baratas no mercado.
Entre outras propostas, Trump defendeu redirecionar recursos hoje destinados a subsídios de planos da Affordable Care Act para contas individuais de poupança em saúde (HSAs). Democratas criticaram a política, especialmente após o Congresso não renovar créditos fiscais ampliados da lei, o que elevou prêmios de seguros em ano eleitoral.
O discurso também enfatizou o combate a fraudes em programas públicos como o Medicaid, com investigações lideradas pelo vice-presidente JD Vance. Trump ainda voltou a atacar cuidados de afirmação de gênero para jovens, defendendo maior controle parental e ampliando pressões regulatórias sobre hospitais.
Apesar de mudanças recentes na política de vacinação conduzidas pelo secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., o presidente não abordou diretamente o tema das vacinas em seu discurso, uma ausência considerada significativa diante das controvérsias recentes.
Com quase duas horas de duração, o pronunciamento foi um dos mais longos da história recente e evitou discutir em profundidade os possíveis impactos futuros de cortes no Medicaid aprovados pelo Congresso, que podem afetar milhões de beneficiários após as eleições.
Fonte: Stat News