Reputação da AstraZeneca cresce com liderança em câncer de mama e pulmão
A AstraZeneca avançou significativamente na percepção de grupos de pacientes com câncer e conquistou a segunda posição no ranking de reputação corporativa elaborado pela PatientView. O desempenho foi impulsionado principalmente pela atuação da companhia nas áreas de câncer de mama e câncer de pulmão. A liderança do levantamento ficou com a Roche, seguida pela AstraZeneca e pela Novartis.
A pesquisa ouviu 505 organizações de pacientes oncológicos entre dezembro de 2025 e março de 2026 para avaliar a percepção sobre a indústria biofarmacêutica e suas principais empresas. No levantamento anterior, a líder havia sido a Servier, seguida por Roche e Pfizer.
Após ficar fora do top 3 em 2025, a AstraZeneca voltou ao grupo das empresas mais bem avaliadas, repetindo o desempenho alcançado em 2023. O avanço foi impulsionado pelo reconhecimento de sua atuação em duas de suas principais áreas estratégicas de oncologia.
Os grupos de pacientes classificaram a AstraZeneca como a farmacêutica de melhor reputação no tratamento dos cânceres de mama e de pulmão. Esses segmentos concentram alguns dos principais medicamentos oncológicos da companhia, incluindo Tagrisso, Imfinzi, Lynparza e Enhertu, responsáveis por parte relevante das vendas da divisão de oncologia.
A Roche ficou em segundo lugar tanto em câncer de mama quanto em câncer de pulmão. Já a Novartis ocupou a terceira posição em câncer de mama, enquanto a Amgen completou o pódio em câncer de pulmão. No segmento de cânceres hematológicos, a liderança ficou com a Novartis, seguida pela Johnson & Johnson, enquanto a AstraZeneca apareceu em terceiro lugar, impulsionada pela presença do Calquence.
Apesar do bom desempenho de algumas empresas, o estudo aponta que a percepção geral sobre a indústria farmacêutica continua abaixo dos níveis observados após a pandemia. Nesta edição, 62% dos grupos de pacientes classificaram a reputação do setor como "boa" ou "excelente", percentual estável em relação ao ano anterior, mas inferior aos 67% registrados nos anos posteriores à COVID-19.
As farmacêuticas com atuação em oncologia seguem sendo vistas de forma mais positiva do que a indústria biofarmacêutica como um todo, especialmente devido à capacidade de desenvolver terapias inovadoras para pacientes com câncer. No entanto, a pesquisa também identificou desafios persistentes, como a piora na percepção sobre a inovação em tratamentos para cânceres hematológicos e a manutenção de avaliações negativas relacionadas ao acesso e à precificação dos medicamentos oncológicos.
Fonte: FiercePharma