Especulações sobre união entre AstraZeneca e BMS são desmentidas por fontes
A possibilidade de uma megafusão entre AstraZeneca e Bristol Myers Squibb (BMS) perdeu força após fontes próximas às companhias afirmarem que não há negociações em andamento entre as farmacêuticas.
Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, nunca existiu um acordo iminente entre as empresas e, atualmente, não há qualquer discussão sobre uma potencial combinação de negócios. "Não existe nenhum acordo entre a AstraZeneca e a BMS. Nunca houve qualquer acordo em vista, e não há negociações entre as empresas", afirmou a fonte, sob condição de anonimato.
Procuradas, AstraZeneca e Bristol Myers Squibb não comentaram o assunto.
Após a divulgação das informações pela Reuters, as ações da AstraZeneca avançaram cerca de 2,9%, enquanto os papéis da BMS recuaram aproximadamente 2,6%.
Os rumores sobre uma possível fusão ganharam força após reportagem publicada pelo Financial Times, que informou que as companhias teriam mantido conversas preliminares sobre uma operação avaliada em cerca de US$ 400 bilhões. A notícia chegou a provocar forte reação do mercado, com queda de aproximadamente 9% nas ações da AstraZeneca, o maior recuo diário da companhia desde 2020, enquanto os papéis da Bristol Myers Squibb permaneceram praticamente estáveis.
Segundo a Reuters, as discussões iniciais, caso tenham ocorrido, não evoluíram para negociações formais. Outra fonte familiarizada com o tema destacou que, devido ao porte de uma eventual operação, as regras britânicas de mercado exigiriam a divulgação pública caso as empresas estivessem efetivamente conduzindo tratativas.
A especulação também gerou questionamentos entre investidores da AstraZeneca, que colocaram em dúvida a lógica estratégica de uma fusão dessa magnitude. Sob a liderança do CEO Pascal Soriot, a companhia vem registrando forte expansão nos últimos anos e mantém a meta de alcançar US$ 80 bilhões em receita anual até 2030, sustentada pelo crescimento de seu portfólio e por investimentos em inovação e desenvolvimento de novos medicamentos.
Fonte: Reuters