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Novartis licencia terapia com radioligantes da chinesa BoomRay e reforça pipeline em oncologia

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A Novartis anunciou um acordo de licenciamento global exclusivo com a biotech chinesa BoomRay Therapeutics para incorporar ao seu pipeline um novo candidato a terapia com radioligantes atualmente em estágio pré-clínico. A parceria reforça a estratégia da farmacêutica suíça de expandir sua presença em um dos segmentos mais promissores da oncologia.

Pelos termos do acordo, a BoomRay poderá receber até US$ 900 milhões, incluindo pagamento inicial, marcos relacionados ao desenvolvimento clínico, aprovações regulatórias e desempenho comercial, além de royalties sobre futuras vendas.

Segundo Shiva Malek, chefe global de pesquisa biomédica em oncologia da Novartis, a incorporação do novo ativo está alinhada à estratégia da companhia de combinar inovação externa com suas capacidades internas de pesquisa e desenvolvimento.

Embora os detalhes do programa licenciado não tenham sido divulgados, o portfólio da BoomRay inclui tecnologias voltadas para radiodiagnóstico e terapias direcionadas a tumores sólidos, com foco em alvos como a proteína de ativação de fibroblastos (FAP) e a Nectina-4.

Para a BoomRay, a parceria representa uma importante validação de sua plataforma tecnológica e de suas capacidades de descoberta e desenvolvimento de radiofármacos. Segundo o CEO da empresa, Bo Shan, o acordo marca um passo relevante na expansão global da companhia.

A operação ocorre poucos meses após a Novartis encerrar o desenvolvimento de um radioligante de fase intermediária devido a resultados clínicos insatisfatórios. Apesar disso, a empresa reiterou recentemente que seu compromisso com a plataforma de radioligantes permanece inalterado.

Atualmente, a Novartis lidera o mercado global de radiofármacos com Pluvicto, para câncer de próstata, e Lutathera, indicado para tumores neuroendócrinos. No entanto, a concorrência no setor vem se intensificando rapidamente.

Um dos principais movimentos recentes foi a aquisição da alemã ITM Isotope Technologies pela australiana Telix Pharmaceuticals. A transação, avaliada em US$ 1,65 bilhão, teve como principal motivação o acesso ao candidato terapêutico ITM-11, desenvolvido para tumores neuroendócrinos gastroenteropancreáticos e potencial concorrente direto do Lutathera.

O ITM-11 teve recentemente seu pedido de aprovação rejeitado pelo FDA devido a questões relacionadas à fabricação, mas a ITM planeja reapresentar a documentação regulatória. A aprovação do medicamento é considerada uma condição importante para a conclusão definitiva da aquisição pela Telix.

Com o novo acordo com a BoomRay, a Novartis busca fortalecer sua posição competitiva em um mercado que atrai cada vez mais investimentos e movimentações estratégicas. A crescente demanda por terapias com radioligantes e o avanço de novos concorrentes têm impulsionado uma corrida por ativos inovadores, consolidando os radiofármacos como uma das áreas de maior destaque na oncologia global.

Fonte: FierceBiotech