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Trump limita tarifas sobre medicamentos da UE, mas rompe histórico de isenção

Fonte: Freepik
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Os EUA e a União Europeia anunciaram novos detalhes de seu acordo comercial, incluindo definições sobre tarifas para o setor farmacêutico. A partir de 1º de setembro, medicamentos genéricos da UE e seus insumos ficarão sujeitos apenas à tarifa de Nação Mais Favorecida (NMF), que tende a ser próxima de zero. Já os medicamentos inovadores produzidos por farmacêuticas europeias terão tarifas limitadas a um teto de 15%, bem abaixo das ameaças anteriores de Trump, que cogitava sobretaxas de até 250%. Esse limite dá previsibilidade à indústria, mas ainda rompe um histórico de isenção sobre medicamentos inovadores em acordos internacionais. A decisão está alinhada à política americana de reduzir os preços de remédios, vinculando-os aos valores mais baixos praticados em outros países desenvolvidos.

A investigação da Seção 232, que avaliava o impacto da importação de medicamentos na segurança nacional, havia deixado o setor em alerta sobre tarifas muito mais agressivas. Sob pressão do governo, grandes farmacêuticas como Novartis, AstraZeneca e Roche já anunciaram investimentos para ampliar a produção nos EUA. Outras, como Novo Nordisk e Eli Lilly, também ajustaram preços para tentar evitar medidas mais duras. O setor de genéricos, majoritário no consumo americano, sai mais protegido no acordo, enquanto as multinacionais de marca enfrentam a nova tarifa de 15%. Ainda assim, o anúncio não elimina a incerteza sobre futuras medidas do governo Trump contra o setor farmacêutico.

A Europa, grande polo de inovação e produção farmacêutica, continuará exportando para o mercado americano em volume significativo, especialmente nos segmentos de genéricos, agora resguardados pela tarifa NMF. No entanto, a imposição do teto de 15% sobre medicamentos de marca pode estimular uma migração parcial da produção para os EUA, reduzindo a competitividade europeia.

Fonte: Times Brasil