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Interesse de grandes farmacêuticas cresce por ativo da Inhibrx que pode potencializar o Keytruda

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A Inhibrx Biosciences passou a atrair o interesse de grandes farmacêuticas globais, entre elas Merck & Co., Merck KGaA e a japonesa Ono Pharmaceutical, em torno de um tratamento experimental contra o câncer que pode alcançar uma avaliação superior a US$ 8 bilhões, segundo fontes familiarizadas com o tema.

A empresa, com sede em San Diego, estuda a criação de uma nova companhia derivada (spin-off) reunindo o ativo INBRX-106 e um segundo candidato oncológico. Caso os estudos clínicos confirmem o potencial dessas terapias, o valor combinado pode ultrapassar US$ 9 bilhões.

O principal foco das negociações está no INBRX-106, que vem sendo avaliado tanto isoladamente quanto em combinação com o Keytruda. A Inhibrx acredita que seu anticorpo tem capacidade de aumentar a eficácia da imunoterapia da Merck, um dos medicamentos mais vendidos globalmente, responsável por quase metade da receita da companhia em 2025.

As tratativas ainda estão em fase inicial e qualquer acordo deve levar alguns meses para avançar, já que a avaliação final dependerá dos próximos resultados clínicos. Procuradas, as empresas envolvidas não comentaram oficialmente.

Paralelamente, são esperadas atualizações sobre o Ozekibart, outro ativo da Inhibrx que recebeu recentemente designações de via rápida e medicamento órfão da Food and Drug Administration (FDA). Há expectativa de que a companhia avance com o pedido de aprovação regulatória.

O Ozekibart tem apresentado resultados positivos em estudos de Fase 1/2 para sarcoma de Ewing e câncer colorretal, com redução tumoral de cerca de 52% em pacientes avaliados. Com base nesses dados, analistas estimam que o ativo possa atingir uma avaliação próxima de US$ 1 bilhão.

Já o INBRX-106, que atua estimulando a resposta imunológica por meio da ativação de células T, pode alcançar valor superior a US$ 8 bilhões se os ensaios confirmarem sua capacidade de potencializar o desempenho do Keytruda. Resultados preliminares de estudos combinados indicam taxas de resposta global de aproximadamente 45%, em comparação com cerca de 30% obtidos com o uso isolado do medicamento da Merck.

A empresa pretende divulgar novos dados clínicos no próximo mês, o que pode ser determinante para o avanço das negociações.

Especialistas do mercado destacam o potencial estratégico do ativo, sobretudo para a Merck, que busca novas fontes de receita diante da possível perda de exclusividade do Keytruda a partir de 2028. Ainda assim, esse interesse não garante vantagem competitiva à companhia nas negociações.

Além da Merck, outras farmacêuticas como Eli Lilly, AstraZeneca, Pfizer e Johnson & Johnson também podem se interessar pelo ativo, à medida que buscam fortalecer seus portfólios em imuno-oncologia.

Por fim, a Inhibrx avalia estruturar a operação de forma semelhante ao acordo realizado em 2024 com a Sanofi, quando transferiu outro ativo por meio de um modelo de spin-off com pagamento inicial em dinheiro e valores adicionais atrelados a marcos regulatórios.

Fonte: Reuters