Pfizer e Arvinas vendem licença global do Veppanu para a Rigel após aprovação inédita da FDA
A Pfizer e a Arvinas anunciaram a venda dos direitos globais exclusivos do medicamento Veppanu para a Rigel Pharmaceuticals, em um acordo que pode ultrapassar US$ 400 milhões entre pagamentos iniciais, marcos futuros e royalties.
O contrato prevê um pagamento imediato de US$ 70 milhões, além de outros US$ 15 milhões condicionados à conclusão de atividades relacionadas à transição do desenvolvimento e da fabricação do medicamento. O acordo também inclui até US$ 320 milhões adicionais vinculados a metas regulatórias, comerciais e de desenvolvimento, além de royalties escalonados sobre vendas futuras. Todos os valores serão divididos igualmente entre Pfizer e Arvinas.
Segundo Randy Teel, CEO da Arvinas, a Rigel foi escolhida por sua capacidade de ampliar o potencial comercial do Veppanu e acelerar o acesso do tratamento aos pacientes. A farmacêutica, sediada em South San Francisco, possui atuação consolidada nas áreas de oncologia e doenças hematológicas.
O Veppanu recebeu aprovação antecipada da U.S. Food and Drug Administration em maio deste ano e se tornou a primeira terapia baseada em tecnologia PROTAC (PROteólise-Alvo Quimera) aprovada pela agência regulatória americana. O medicamento é indicado para pacientes com câncer de mama avançado ou metastático ER-positivo e HER2-negativo com mutação ESR1, após pelo menos uma linha de terapia endócrina.
A aprovação foi baseada em um estudo de fase 3 que comparou o Veppanu ao Faslodex, da AstraZeneca. Os resultados mostraram benefício clínico apenas em pacientes com mutação ESR1, o que levou à limitação da indicação terapêutica para esse subgrupo específico.
Mesmo com o perfil mais restrito de pacientes, a Rigel considera o ativo estratégico para fortalecer sua presença no mercado oncológico. Raul Rodriguez, CEO da companhia, afirmou que o medicamento poderá se tornar um importante motor de crescimento de longo prazo, especialmente em um segmento de pacientes com opções limitadas após falha de terapias endócrinas.
Embora a Rigel assuma os direitos comerciais globais, a Pfizer e a Arvinas continuarão responsáveis pelas atividades de desenvolvimento em andamento do medicamento. A Rigel contribuirá com até US$ 40 milhões para essas iniciativas e ainda poderá sublicenciar a comercialização fora dos Estados Unidos.
A movimentação também representa um reforço importante para a Rigel após o encerramento recente de uma parceria com a Eli Lilly envolvendo inibidores de RIPK1. Atualmente, a empresa possui um portfólio comercial formado por medicamentos como Gavreto, Rezlidhia e Tavalisse.
Após o anúncio da transação, as ações da Rigel registraram alta superior a 8% no mercado americano.
Fonte: FiercePharma