Home / Medicamentos / AstraZeneca amplia disputa com a Merck após nova aprovação do Imfinzi

AstraZeneca amplia disputa com a Merck após nova aprovação do Imfinzi

Freepik
 Freepik

A AstraZeneca ampliou sua presença no mercado de câncer de bexiga após a FDA aprovar o uso do Imfinzi em combinação com terapia de indução e manutenção com BCG para pacientes com câncer de bexiga não músculo-invasivo (NMIBC) de alto risco sem tratamento prévio com BCG.

Segundo a companhia, trata-se do primeiro regime combinado de imunoterapia aprovado para essa população de pacientes. A decisão marca mais um avanço da farmacêutica britânica na disputa com o Keytruda, da Merck & Co., no segmento de câncer urológico.

A aprovação foi baseada em resultados de um estudo de fase 3 que demonstrou redução de 32% no risco de recorrência, progressão ou morte da doença quando o Imfinzi foi associado ao BCG, em comparação ao uso isolado da terapia padrão. De acordo com a AstraZeneca, o benefício clínico começou a ser observado em menos de quatro meses após o início do tratamento e se manteve ao longo de um acompanhamento mediano de 61 meses.

O pesquisador Neal Shore, do Carolina Urologic Research Center e co-investigador principal do estudo, afirmou que a aprovação representa o primeiro avanço terapêutico em mais de três décadas para pacientes com NMIBC de alto risco ainda não tratados com BCG.

Dados divulgados pela empresa apontam que mais de 31 mil pessoas foram tratadas para esse tipo de câncer de bexiga nos Estados Unidos em 2024. A AstraZeneca também destaca que até 80% dos pacientes de alto risco podem apresentar recorrência da doença em até cinco anos após o tratamento.

Essa é a segunda aprovação recente do Imfinzi para câncer de bexiga. Em março de 2025, o medicamento recebeu aval da FDA para uso em câncer de bexiga músculo-invasivo (MIBC), em combinação com quimioterapia antes da cirurgia e posteriormente como terapia adjuvante.

Após perder sua aprovação inicial para câncer de bexiga avançado em 2021, em decorrência do fracasso de um estudo confirmatório, o Imfinzi voltou a ganhar espaço com resultados positivos em estudos clínicos mais recentes. Na semana passada, a AstraZeneca também divulgou dados favoráveis do estudo Volga, que avaliou o Imfinzi em combinação com o Padcev, da Pfizer e Astellas Pharma, em pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo inelegíveis para cisplatina.

O Imfinzi segue em trajetória de crescimento comercial. Em 2025, o medicamento gerou US$ 6,1 bilhões em vendas, alta de 37% em relação ao ano anterior. No primeiro trimestre de 2026, as vendas atingiram US$ 1,7 bilhão.

Fonte: FiercePharma