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Novo radiofármaco da Novartis mostra eficácia promissora contra câncer de próstata

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A Novartis apresentou novos resultados clínicos de seu radiofármaco experimental à base de actínio-225 para câncer de próstata, demonstrando atividade antitumoral promissora, inclusive em pacientes previamente tratados com o medicamento Pluvicto.

Os dados, divulgados durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), envolveram 101 pacientes com câncer de próstata e mostraram que 52,5% dos indivíduos que já haviam recebido Pluvicto apresentaram redução de pelo menos 50% nos níveis de antígeno prostático específico (PSA), um dos principais biomarcadores utilizados para monitorar a progressão da doença.

Os resultados foram ainda mais expressivos entre pacientes sem tratamento prévio com Pluvicto. Nesse grupo, mais de 85% alcançaram redução igual ou superior a 50% nos níveis de PSA. Entre os pacientes que haviam recebido quimioterapia anteriormente, a taxa de resposta foi de 58,8%.

Apesar dos sinais positivos de eficácia, analistas destacaram a necessidade de monitorar cuidadosamente os eventos adversos observados no estudo, especialmente os casos de boca seca e anemia grave. Segundo Shreeram Aradhye, diretor médico da Novartis, estudos clínicos de maior porte serão necessários para avaliar melhor a intensidade e a reversibilidade desses efeitos, principalmente em cenários de tratamento mais precoces.

A Novartis segue ampliando seus investimentos em terapias com radioligantes, tecnologia que combina moléculas direcionadas às células tumorais com elementos radioativos capazes de destruir o câncer de forma mais precisa. Atualmente, essa área representa cerca de 40% dos investimentos da companhia em pesquisa e desenvolvimento oncológico.

A empresa já comercializa os radiofármacos Pluvicto e Lutathera, que juntos geraram aproximadamente US$ 2,8 bilhões em receitas em 2025. O novo candidato utiliza o isótopo actínio-225, um emissor alfa, enquanto o Pluvicto é baseado no lutécio-177, um emissor beta.

Segundo a companhia, a principal vantagem do actínio-225 está na capacidade de liberar uma quantidade muito maior de energia em uma distância significativamente menor, potencialmente aumentando a eficácia contra as células tumorais e reduzindo danos aos tecidos saudáveis ao redor.

O avanço ocorre em um momento de forte expansão do mercado de radiofármacos, que tem atraído investimentos de grandes farmacêuticas como Eli Lilly, Bristol Myers Squibb, Bayer e AstraZeneca. No entanto, especialistas alertam que a oferta global de actínio-225 ainda é limitada diante da crescente demanda clínica.

Para garantir o fornecimento futuro do isótopo, a Novartis firmou em fevereiro um acordo de longo prazo com a empresa americana Niowave, especializada na produção de isótopos médicos.

Fonte: Reuters