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Merck amplia potencial do Keytruda no câncer endometrial com resultados positivos de fase 3

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O Keytruda (pembrolizumabe), da Merck, apresentou resultados positivos no estudo de fase 3 KEYNOTE-C93 e tornou-se o primeiro inibidor de PD-1 a demonstrar benefício como monoterapia no tratamento de primeira linha de pacientes com câncer endometrial avançado ou recorrente com deficiência no reparo de erros de pareamento (dMMR).

O estudo mostrou que o medicamento prolongou significativamente a sobrevida livre de progressão em comparação com a quimioterapia à base de platina em pacientes que não haviam recebido quimioterapia sistêmica previamente ou cuja doença recidivou mais de seis meses após o tratamento adjuvante. Na análise interina, também foi observada uma tendência favorável de melhora na sobrevida global, embora esse desfecho ainda permaneça em acompanhamento.

Com os resultados, a Merck pretende submeter os dados às autoridades regulatórias para ampliar a indicação do Keytruda, posicionando-o como uma potencial opção de primeira linha livre de quimioterapia para pacientes com câncer endometrial dMMR.

O avanço intensifica a concorrência com o Jemperli (dostarlimabe), da GSK, atualmente um dos principais imunoterápicos no tratamento de primeira linha dessa doença em combinação com quimioterapia. Enquanto o Jemperli já demonstrou benefício estatisticamente significativo em sobrevida global no estudo RUBY, o Keytruda busca se diferenciar ao oferecer uma alternativa em monoterapia para um subgrupo específico de pacientes.

Além da disputa entre os inibidores de PD-1, Merck e GSK também avançam no desenvolvimento de terapias de próxima geração para câncer endometrial. A Merck obteve recentemente resultados positivos com seu conjugado anticorpo-fármaco (ADC) sac-TMT em pacientes previamente tratados, enquanto a GSK iniciou estudos de fase 3 com seu ADC experimental B7-H4 após resultados promissores em fases iniciais.

Fonte: FiercePharma