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FDA alerta para escassez de dispositivos neurocirúrgicos críticos até o fim de 2026

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A FDA reconheceu nesta quarta-feira (06) a persistência de problemas no abastecimento de determinados curativos, esponjas e tiras estéreis utilizados em procedimentos neurocirúrgicos, alertando que a escassez pode se prolongar até o fim de 2026.

A agência incluiu compressas, esponjas e tiras neurocirúrgicas em sua lista oficial de dispositivos médicos em falta. Esses produtos são empregados em neurocirurgias e microcirurgias para absorção de fluidos e proteção de tecidos delicados durante os procedimentos.

A escassez ganhou força após a Medline Industries anunciar, em março, o recall de compressas neurocirúrgicas de sua linha Neuro-Sponges devido à identificação de níveis elevados de endotoxinas. A empresa não informou previsão para retomada do fornecimento.

Segundo a FDA, o uso dos produtos afetados pode provocar eventos adversos que demandem intervenção médica ou cirúrgica, incluindo febre, inflamação, hipotensão e náuseas.

A agência afirmou que está trabalhando em conjunto com outros fabricantes e instituições de saúde para monitorar a disponibilidade dos dispositivos e avaliar alternativas para minimizar os impactos aos pacientes.

Como medida de contenção, a FDA recomendou que hospitais e profissionais de saúde preservem os estoques disponíveis e priorizem o uso dos produtos em casos considerados críticos, como cirurgias cerebrais e procedimentos em que não existam alternativas adequadas.

A organização de serviços de saúde Premier destacou que os itens afetados são altamente especializados para cirurgias neurológicas e da coluna vertebral. Karen Niven, diretora sênior de análise de valor clínico da companhia, classificou os produtos como dispositivos de “alto risco e baixa frequência de uso” e afirmou que a orientação aos hospitais é reforçar estratégias de conservação dos estoques.

Fonte: Reuters