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Mudança na FDA pode impactar indústria farmacêutica e decisões regulatórias nos EUA

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A possível saída de Marty Makary do comando da U.S. Food and Drug Administration ganhou força após fontes ligadas à White House afirmarem que o governo aprovou um plano para demiti-lo. Segundo pessoas familiarizadas com o tema, a decisão ainda não seria definitiva, embora aliados próximos ao presidente Donald Trump afirmem que o aval para a mudança já teria sido dado.

A informação foi divulgada inicialmente pelo The Wall Street Journal, que relatou que Trump estaria planejando substituir Makary no comando da agência reguladora americana. Apesar disso, o presidente negou publicamente que já tenha escolhido um novo nome para liderar a FDA.

Nos bastidores, assessores da Casa Branca discutem possíveis substitutos para o cargo, embora fontes alertem que Trump costuma rever decisões de última hora em questões envolvendo sua equipe. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a permanência ou saída definitiva de Makary.

A possível demissão ocorre em meio ao aumento das críticas enfrentadas pelo atual comissário da FDA. Parte da pressão veio de aliados conservadores de Trump, apoiadores do secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., grupos antiaborto e representantes da indústria farmacêutica.

O conselho editorial do The Wall Street Journal publicou diversos artigos questionando a gestão de Makary na FDA. Entre os episódios mais criticados está a decisão da agência de rejeitar duas vezes a terapia experimental para melanoma da Replimune. Em entrevista recente à CNBC, Makary afirmou que a decisão foi tomada pelos cientistas responsáveis pela análise técnica dos medicamentos, e não diretamente por ele.

Após as notícias sobre sua possível saída, as ações da Replimune subiram quase 22%. Analistas do setor avaliam que uma eventual troca no comando da FDA poderia trazer maior previsibilidade regulatória para a indústria biofarmacêutica.

Makary também passou a enfrentar pressão crescente no debate envolvendo a pílula abortiva nos Estados Unidos. Grupos antiaborto acusam o comissário de não avançar na revisão de segurança prometida anteriormente sobre o medicamento. A presidente da organização Susan B. Anthony Pro-Life America, Marjorie Dannenfelser, renovou nesta semana os pedidos por sua demissão, classificando sua postura como inaceitável para eleitores conservadores.

Na sexta-feira, representantes do movimento antiaborto também se reuniram com integrantes da Casa Branca, ampliando a pressão política sobre o comando da FDA.

Fonte: Reuters