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FDA aceita modelo de inteligência artificial para apoiar desenvolvimento de medicamentos

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A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aceitou uma carta de intenções para avaliar uma nova ferramenta baseada em inteligência artificial voltada à previsão de lesões hepáticas induzidas por medicamentos, uma das principais causas de falhas durante o desenvolvimento clínico de novos fármacos.

A tecnologia consiste em um modelo digital de fígado desenvolvido com inteligência artificial e foi admitida no programa piloto Innovative Science and Technology Approaches for New Drugs (ISTAND), iniciativa da FDA destinada a acelerar a adoção de ferramentas inovadoras para o desenvolvimento de medicamentos.

O sistema foi projetado para estimar o risco de toxicidade hepática associado a pequenas moléculas em desenvolvimento, comparando suas estruturas químicas com medicamentos já conhecidos e que possuem perfis de segurança previamente estabelecidos.

Segundo a FDA, a ferramenta tem potencial para aprimorar as avaliações iniciais de segurança, apoiar decisões mais informadas antes do início dos estudos em humanos e reduzir a dependência de testes em animais durante o processo de desenvolvimento de medicamentos.

Michael Davis, diretor interino do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos (CDER), destacou que novas tecnologias estão demonstrando capacidade crescente de tornar o desenvolvimento de medicamentos mais eficiente, com impacto positivo para pacientes e para a inovação farmacêutica.

A aceitação da carta de intenções representa a primeira etapa de um processo regulatório de qualificação que poderá permitir, futuramente, a utilização da ferramenta em submissões regulatórias. O programa de Qualificação de Ferramentas para Desenvolvimento de Medicamentos da FDA trabalha em conjunto com os desenvolvedores para validar metodologias que possam apoiar a avaliação de novos tratamentos.

Caso avance nas próximas fases de análise, o modelo poderá se tornar uma importante ferramenta para aumentar a previsibilidade da segurança de candidatos a medicamentos ainda nas etapas iniciais de pesquisa e desenvolvimento.

Fonte: Reuters