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Reino Unido e AstraZeneca avançam em acordo para incorporar o Enhertu ao NHS

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A AstraZeneca e a Daiichi Sankyo estão próximas de firmar um acordo com as autoridades de saúde do Reino Unido para ampliar o acesso ao Enhertu no sistema público britânico, segundo informações divulgadas pela Bloomberg, com base em fontes familiarizadas com as negociações.

O medicamento havia sido anteriormente rejeitado pelo Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE) para financiamento pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS), sob a justificativa de que o tratamento não apresentava uma relação custo-efetividade considerada aceitável.

Em comunicado à Reuters, a AstraZeneca confirmou que mantém negociações com o NHS England e o NICE para viabilizar o acesso ao Enhertu para pacientes com câncer de mama metastático HER2-baixo na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, mas não comentou detalhes sobre o estágio das discussões.

O NICE informou que está disposto a reavaliar sua recomendação caso a farmacêutica apresente novas evidências clínicas ou uma proposta comercial revisada.

As negociações ocorrem em um momento de aproximação entre a AstraZeneca e o governo britânico. Em abril, a companhia anunciou um investimento de 300 milhões de libras no Reino Unido, reforçando seu compromisso com o país, após um acordo bilateral voltado ao alinhamento gradual dos preços dos medicamentos praticados no mercado britânico aos valores observados nos Estados Unidos.

Na mesma ocasião, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou que as mudanças na metodologia de avaliação de custo-efetividade adotada pelo Reino Unido aumentavam as perspectivas de que o Enhertu pudesse ser incorporado ao NHS por um preço considerado aceitável pela empresa, ainda que inferior ao praticado no mercado americano.

Desenvolvido em parceria entre a AstraZeneca e a Daiichi Sankyo, o Enhertu já está aprovado em cerca de 95 países para determinadas indicações de câncer de mama, câncer gástrico e câncer de pulmão. O conjugado anticorpo-fármaco (ADC) atua direcionando a quimioterapia diretamente às células tumorais que expressam o biomarcador HER2, reduzindo a exposição dos tecidos saudáveis ao tratamento.

Fonte: Reuters