Ranking de vacinas mantém Pfizer no topo e expõe momento crítico da Sanofi
A Pfizer voltou a ocupar a liderança no ranking dos fabricantes de vacinas mais recomendados por médicos, superando novamente a Merck & Co. e a Moderna e repetindo o mesmo top 3 da edição anterior da pesquisa. Apesar da estabilidade nas primeiras posições, o levantamento indica que o contexto do mercado mudou de forma acelerada, tornando ainda mais relevante o relacionamento das farmacêuticas com os profissionais de saúde.
O ranking foi elaborado pela ZoomRx a partir de entrevistas com 58 profissionais de saúde dos Estados Unidos, que avaliaram 14 fabricantes de vacinas. As empresas foram analisadas com base em cinco critérios principais: inovação, foco no paciente, reputação, foco no profissional de saúde e atividades promocionais. A partir dessas avaliações, a consultoria atribuiu uma pontuação de 0 a 100 para cada fabricante.
Assim como na pesquisa realizada em 2024, a Pfizer conquistou o primeiro lugar, com desempenho consistente em todas as dimensões avaliadas. A farmacêutica alcançou 83 pontos, com destaque para sua capacidade de inovação, confiabilidade e execução comercial, fatores amplamente elogiados pelos profissionais entrevistados.
A Merck ficou na segunda posição, com 48 pontos, impulsionada pela percepção de qualidade contínua, investimentos em educação médica e suporte aos profissionais de saúde. Já a Moderna manteve o terceiro lugar, com 37 pontos, sustentada principalmente por sua reputação de inovação e credibilidade científica construída durante a pandemia de Covid-19. A GSK repetiu a quarta colocação, com 34 pontos.
A principal mudança no grupo das cinco primeiras colocadas foi a entrada da AstraZeneca, que subiu para o quinto lugar. Segundo a ZoomRx, a empresa conseguiu fortalecer a confiança e melhorar sua imagem junto aos profissionais de saúde ao se mostrar mais acessível e oferecer apoio consistente. Com isso, a AstraZeneca superou a Sanofi, que caiu para a sétima posição, ficando atrás também da Johnson & Johnson, que ocupou o sexto lugar.
A queda da Sanofi acendeu um sinal de alerta para a consultoria. A ZoomRx classificou o momento da farmacêutica francesa como de “alerta máximo”, em razão das mudanças recentes no calendário de vacinação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. O novo calendário retirou seis das 17 vacinas que antes eram automaticamente recomendadas para crianças, passando a exigir consulta prévia com um profissional de saúde. Nesse cenário, a reputação do fabricante e o apoio médico tornam-se determinantes para manter os níveis de adesão.
Vacinas da Sanofi contra gripe e meningite estão entre as afetadas pelas alterações. A ZoomRx destacou que, “sem a rede de segurança das obrigatoriedades, a deterioração da percepção da Sanofi pode rapidamente se traduzir em uma queda significativa nos volumes de venda, caso a empresa não intensifique o engajamento com o setor”.
O CEO da Sanofi, Paul Hudson, comentou recentemente como a companhia pretende enfrentar esse novo ambiente. Durante a Conferência de Saúde da JP Morgan, realizada no início do mês, Hudson afirmou que a estratégia passa por manter a objetividade e reforçar a comunicação baseada em evidências. Segundo ele, o foco será oferecer o melhor aconselhamento possível a pacientes e pais e adotar uma visão de longo prazo para oh às vacinas, mesmo diante da incerteza de curto prazo em relação às taxas de cobertura.
Fonte: FiercePharma