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Terapia com polilaminina mostra recuperação funcional em estudos preliminares

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Desenvolvida pelo Laboratório Cristália em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina surge como uma potencial alternativa terapêutica para a recuperação de lesões medulares recentes.

A substância é uma proteína associada à regeneração de células da medula espinhal, podendo contribuir para a recuperação parcial ou até total dos movimentos após o trauma. Naturalmente presente no organismo durante o desenvolvimento do sistema nervoso, a polilaminina pode ser obtida a partir da placenta humana, segundo pesquisadores da UFRJ.

De acordo com Tatiana Coelho Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da universidade e coordenadora do estudo, a abordagem pode representar uma opção mais previsível e acessível do que terapias com células-tronco, que ainda enfrentam desafios relacionados à variabilidade de resposta após a aplicação.

Os resultados tendem a ser mais significativos quando o tratamento é administrado nas primeiras 24 horas após a lesão, embora também haja benefícios observados em casos mais antigos. O protocolo prevê dose única, seguida de fisioterapia intensiva para reabilitação.

Lesões medulares, geralmente provocadas por acidentes de trânsito, quedas ou ferimentos por arma de fogo, interrompem a comunicação entre cérebro e corpo, podendo causar paraplegia ou tetraplegia.

Em estudos experimentais preliminares, cerca de dez pacientes apresentaram recuperação de movimentos após o uso da polilaminina. Agora, o Cristália aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase 1 dos ensaios clínicos, que incluirá cinco novos participantes para avaliação formal de segurança e eficácia.

A próxima etapa contará com a parceria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) para os procedimentos cirúrgicos e da AACD para a reabilitação dos pacientes.

Fonte: CNN Brasil