CMED deve autorizar aumento de até 4,6% nos preços de medicamentos
Segundo estimativas divulgadas pelo Jota, o reajuste anual de medicamentos previsto para entrar em vigor no início de abril deve resultar em aumentos que variam entre 1,9% e 4,6%. Os cálculos foram elaborados com base nos fatores de regulação definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Para chegar às projeções, o portal considerou a variação de produtividade, conhecida como fator X, fixada em 2,683%, além do fator Y, que avalia o preço relativo entre setores e foi mantido em zero. O fator Z, que ainda não havia sido oficialmente divulgado, também foi estimado como zero nas contas.
Como a inflação acumulada dos últimos 12 meses ainda não foi totalmente publicada, o Jota utilizou projeções complementares e combinou esses dados aos índices já disponíveis para estimar o reajuste dos medicamentos classificados como nível 1, aqueles com maior concorrência no mercado.
Para essa categoria, o aumento pode chegar a até 4,6%. Já os medicamentos de nível 2, inseridos em um ambiente de concorrência intermediária, devem ter reajuste em torno de 3,25%. Por sua vez, os produtos de nível 3, que enfrentam menor concorrência, podem registrar alta máxima estimada em 1,9%.
O reajuste anual é determinado pela CMED e se aplica à maior parte dos medicamentos comercializados no país, com exceção de fitoterápicos, homeopáticos e medicamentos isentos de prescrição com elevado grau de concorrência.
Vale destacar que a CMED estabelece apenas o preço máximo permitido. Na prática, farmácias e fabricantes podem comercializar os produtos abaixo desse teto. “É comum que o consumidor encontre medicamentos com desconto em relação ao preço máximo autorizado”, afirmou Mateus Amâncio, secretário-executivo da CMED.
Fonte: Panorama Farmacêutico